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BARREIRAS - BAHIA

Creche em Barreiras é acusada de suposta negligência após bebê ter olho colado com super colar

Olho de criança de 1 ano e 11 meses teria sido colado com super bonder dentro de creche em Barreiras. Familiares acusam a instituição de negligĂȘncia e omissão de socorro


Imagem desfocada para preservar a identidade e dignidade da criança

Uma denĂșncia grave de suposta negligĂȘncia e falta de assistĂȘncia ganhou destaque nesta sexta-feira (03). Natânia, avó de um bebĂȘ de 1 ano e 11 meses, procurou o radialista Marcelo Ferraz para relatar um incidente alarmante ocorrido no Centro Municipal de Educação Infantil RosĂĄlia Silva de Carvalho Souza, na Vila Amorim, em Barreiras.

Segundo a denunciante, a criança retornou da instituição com o olho colado por super bonder e sinais de queimadura, sem que a famĂ­lia tivesse sido devidamente informada sobre a gravidade da situação ou que a creche tenha prestado o devido socorro.

De acordo com Natânia, a direção da creche informou, inicialmente, que o neto havia sofrido apenas uma "lesãozinha" no olho. Ao chegarem em casa, os familiares constataram que a situação era muito mais séria: o olho da criança estava colado e apresentava sinais de queimadura. A famĂ­lia alega que não foi informada sobre a causa da lesão e que a creche não providenciou o encaminhamento da criança para atendimento médico imediato.

"A diretora nos informou que ele havia sofrido uma pequena lesão no olho. No entanto, ao chegarmos em casa, percebemos que a situação era muito diferente do que haviam nos dito: o olho dele estava colado com super bonder. O caso era bem mais grave, com uma queimadura extensa no olho. Além disso, não nos comunicaram que a criança havia sido levada ao hospital, e ele permaneceu com a lesão."

A avó questiona a falta de cuidado e atenção dos educadores da creche, ressaltando que a criança não apresentava cola em outras partes do corpo, apenas no olho. Ela expressa o temor de que a situação pudesse ter sido ainda mais grave e critica a postura da creche em não prestar assistĂȘncia imediata.

"A lesão se concentrou apenas no olho dele. Acredito que a equipe da creche, especialmente os professores e educadores, precisam ser mais atentos. Se fosse algo ainda mais sério, Deus me livre, poderiam ter nos devolvido o meu neto sem vida. É inadmissĂ­vel, ele saiu de casa saudĂĄvel e voltou com uma lesão tão grave."

A famĂ­lia também demonstra indignação com a falta de apoio e assistĂȘncia da creche, que teria se limitado a informar que os pais poderiam levar uma receita para que a medicação fosse administrada na instituição.

"Fomos até a creche com a criança, mas não recebemos nenhuma assistĂȘncia para levĂĄ-la ao hospital. A Ășnica coisa que nos disseram foi que poderĂ­amos levar a receita para que eles administrassem a medicação."

Natânia relatou ao radialista que ainda não conseguiu contato com a Secretaria Municipal de Educação de Barreiras, mas que pretende tomar as providĂȘncias cabĂ­veis para que o caso seja investigado e os responsĂĄveis sejam responsabilizados. A famĂ­lia busca apoio para que a situação não fique impune e para que medidas sejam tomadas para evitar que casos semelhantes ocorram.

"Vamos tomar as providĂȘncias necessĂĄrias o mais rĂĄpido possĂ­vel, pois só agora estamos conseguindo contato com vocĂȘs, da mĂ­dia. Era a vocĂȘs que querĂ­amos ter acesso."

A avó manifestou ainda preocupação com a possibilidade de sua filha ser processada pela professora caso buscassem auxĂ­lio legal, o que demonstra um possĂ­vel receio de retaliação por parte da instituição.

"Pelo que nos informaram, se procurĂĄssemos auxĂ­lio legal, minha filha correria o risco de ser processada pela professora. É absurdo que tenhamos que nos preocupar com isso, quando quem foi prejudicado foi uma criança, um bebĂȘ inocente."

A reportagem buscou contato com a Creche RosĂĄlia Silva de Carvalho Souza e com a Secretaria Municipal de Educação de Barreiras para obter um posicionamento sobre o caso. O espaço permanece aberto para que os responsĂĄveis apresentem suas versões e esclarecimentos sobre as acusações.

A denĂșncia levanta sérias questões sobre a segurança e o cuidado oferecidos pelas creches municipais de Barreiras. É imprescindĂ­vel que as autoridades competentes apurem os fatos com rigor, a fim de identificar os responsĂĄveis e garantir que medidas preventivas sejam implementadas para proteger as crianças. A negligĂȘncia e a omissão de socorro, caso comprovadas, configuram crimes graves que devem ser punidos.


Caso de PolĂ­tica

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