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Guarda municipal é preso por ataques contra empresas de internet no Ceará

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Por Redação 29/03/2025 às 20:24:59

Um guarda municipal de Fortaleza foi preso, nesta segunda-feira (24), na zona rural de Caridade, no interior do Ceará. Ele é investigado por envolvimento nos ataques de uma facção criminosa contra empresas de internet do município. Com ele, outro homem e uma mulher também foram presos suspeitos do mesmo crime.


Cerca de 90% da população de Caridade ficou sem internet durante dias devido ao ataque de uma facção criminosa contra empresas que fornecem serviços de internet no município.


A facção exige que empresas repassem parte do faturamento para permitir que as empresas ofertem o serviço de internet. Quem recusa o pagamento da taxa sofre represálias como ataques incendiários, depredação de patrimônio e rompimento de cabos de fibra ótica.


Em nota, a Secretaria Municipal da Segurança Cidadã de Fortaleza disse que não compactua com os desvios de conduta dos seus servidores e informou que o guarda municipal será investigado e terá as "punições necessárias".


O guarda municipal e os outros dois suspeitos foram presos após a Polícia Militar receber denúncia anônima sobre um homem que estaria traficando drogas na Rua José Ribeiro, no Campo da Faca, em Caridade. O suspeito possuía dois mandados de prisão em aberto por crimes de roubo.


Durante as buscas por ele, os policiais militares identificaram um veículo, que tentou fugir ao notar a aproximação policial. A abordagem foi realizada na BR-020, resultando na prisão do foragido, além de outros dois ocupantes que estavam com ele — uma mulher e o guarda municipal de Fortaleza.


No veículo estavam o guarda municipal, de 27 anos; uma mulher, de 22 anos, e um outro homem, de 23 anos, que estava com dois mandados de prisão preventiva em aberto por crimes de roubo.


Com o trio, foi apreendida uma pistola calibre 380 com 26 munições, três carregadores calibre 380 e um coldre, além de três aparelhos celulares, que serão utilizados para subsidiar novas investigações policiais.


Todos os envolvidos foram encaminhados à Delegacia Regional de Polícia Civil de Canindé, onde foram feitos procedimentos por porte ilegal de arma de fogo, organização criminosa e dado cumprimento ao mandado de prisão.

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