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Três em cada quatro condutores dizem que motociclistas não respeitam as leis de trânsito, mostra pesquisa

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Por Erivelton Queiroz 22/09/2024 às 04:44:02
Levantamento foi feito pela internet com 1 mil pessoas, e a grande maioria dos entrevistados também era motociclista. Para 72,7% dos entrevistados, o trânsito vem se tornando mais perigoso para quem anda na moto. Trânsito no complexo Cebolinha em direção avenida 23 de maio, em São Paulo

RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Uma pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) revelou que 73% dos entrevistados acreditam que os motociclistas não respeitam as leis de trânsito, um dos principais causadores de acidentes.

Os dados foram coletados e analisados pelo Instituto Informar, entre os dias 10 e 13 de setembro deste ano. Foram 1 mil entrevistas feitas pela internet, com pessoas com ao menos 18 anos, residentes em todas as regiões do Brasil e de todas as classes econômicas e escolaridades.

Do total, 76,8% das pessoas se declararam motociclistas, 12,9% são motoristas e 10,3% apenas pedestres. Ou seja, a maior parte dos que acreditam que falta respeito às leis de trânsito pelos motociclistas é um condutor de moto.

Entre os donos de moto que responderam, a maioria (46,7%) tem anda em modelos entre 51 e 150 cilindradas. Para 53,6%, o veículo é utilizado como ferramenta de trabalho, caso de entregadores de comida ou de documentos.

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Agressões verbais são violências mais comuns no trânsito

Em relação à violência no trânsito em um cenário de desrespeito à lei, a maioria dos problemas enfrentados pelos entrevistados envolve agressões verbais e carros que fecham motos de propósito.

As alternativas dessas questões foram de múltipla escolha, portanto o somatório é maior que 100%.

Agressões verbais: 60,6%

Carro fechar a moto de propósito: 56,4%

Moto fechar o carro de propósito: 28,3%

Ameaças de perseguição: 16,7%

Assalto com ou sem arma: 11,9%

Outro tipo de violência no trânsito: 1,1%

Nenhuma: 2,6%

Já para casos de violência presenciados, mas que não necessariamente aconteceram com os entrevistados:

Agressões verbais: 70%

Carro fechar a moto de propósito: 62,4%

Moto fechar o carro de propósito: 40,5%

Ameaças de perseguição: 26,8%

Assalto com ou sem arma: 19,8%

Outro tipo de violência no trânsito: 0,6%

Nenhuma: 0,6%

Para todos os entrevistados, independentemente do tipo de veículo, 77,1% das pessoas conhecem alguém que já sofreu algum acidente de moto. Dos acidentados, a maioria não se machucou gravemente:

Não se machucou: 32,9%

Quebrou mão ou pé: 25,6%

Arranhão ou lesão superficial: 24,4%

Fratura exposta: 12,2%

Lesão na coluna vertebral: 4,9%

Outros: 7,3%

Para melhorar a saúde e segurança no trânsito urbano, 24,6% dos entrevistados acreditam que fiscalização e monitoramento são as melhores soluções, enquanto:

Respeito e comportamento no trânsito: 14,1%

Motovias e vias exclusivas: 12,1%

Campanhas de conscientização: 9,2%

Melhoria da sinalização: 8%

Melhoria da infraestrutura: 7,6%

Conscientização viária: 7,1%

Aumento da segurança: 3,7%

Mais cuidado ou atenção: 3,3%

Cuidar da saúde mental: 1%

Melhorar tudo: 3,5%

Nada para melhorar: 2,7%

Não sabe: 3,1%

Frota de veículos cresceu mais de 164% em 17 anos no Brasil

Mesmo com grande violência no trânsito, a frota nacional não parou de crescer em quase duas décadas. Em 2023 o Brasil ultrapassou a marca dos 119 milhões de veículos, segundo levantamento do Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

O levantamento em todo o país aponta crescimento de 164,78% na frota nacional em 17 anos, quando em 2006 a Senatran registrava 45.029.257 veículos circulando no Brasil.

Os números mais recentes contabilizam:

Automóvel: 61.803.369;

Motocicleta: 26.928.037;

Caminhonete: 9.523.581;

Motoneta: 5.740.264;

Camioneta: 4.340.646;

Caminhão: 3.088.034;

Reboque: 2.258.798;

Semi-reboque: 1.306.369;

Utilitário: 1.580.714;

Caminhão trator: 892.680;

Ônibus: 708.332;

Ciclomotor: 483.830;

Micro-ônibus: 444.520;

Triciclo: 44.466;

Trator de rodas: 38.382;

Outros: 34.823;

Sidecar: 8.592;

Chassi plataforma: 1.636;

Quadriciclo: 307;

Trator de esteira: 235;

Bonde: 42.

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Fonte: G1

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