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PolĂ­tica

Deputados decidem repor imposto sobre herança em previdência privada.

Por Redação 03/07/2024 às 12:46:25

O GT (Grupo de Trabalho) da Câmara responsĂĄvel pela relatoria do projeto de lei sobre o funcionamento do ComitĂȘ Gestor do IBS (PLP 108/2024) deve entregar ao presidente da Câmara, Arthur Lira, uma versão de relatório prevendo a retomada do ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação), um tributo estadual, sobre planos de previdĂȘncia privados repassados a herdeiros por doação do titular.

Em Sâo Paulo, o tributo é chamado de ITCMD, mas o seu nome pode variar em outros estados. Porém a sua aplicação é a mesma.

A Folha apurou que, na versão que serĂĄ discutida com Lira na manhã desta quarta-feira (3), os deputados incluíram um inciso definindo a cobrança do imposto sobre "aportes financeiros capitalizados sob a forma de planos previdĂȘncia privada ou qualquer outra forma ou denominação de aplicação financeira ou investimento seja qual for o prazo e a modalidade de garantia".

O texto é similar ao que havia sido incluído pelo Ministério da Fazenda na versão preliminar do projeto e que foi retirado do texto definitivo apresentado em junho, após decisão do presidente Lula.

Na ocasião, a incidĂȘncia do ITCMD nos planos de previdĂȘncia havia sido um pedido do Comsefaz (ComitĂȘ Nacional de SecretĂĄrios de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal). Mas Lula decidiu recuar da cobrança, após a repercussão negativa do tema. O PalĂĄcio do Planalto avaliou que não precisava assumir o ônus impopular de um imposto que ficarĂĄ com os governos estaduais.

O ITCMD jĂĄ é cobrado por alguns estados na doação de planos PGBL (Plano Gerador de Beneficio Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).

O Senado definiu, em 1992, uma alíquota progressiva de 8% como limite para a cobrança de ITCMD, ou seja, deixou a critério dos governadores a decisão sobre o percentual. O estado de São Paulo, por exemplo, cobra 4%. Mas a incidĂȘncia sobre planos de previdĂȘncia e seguro de vida aguardam validação do STF.

Havia demanda no âmbito do Comsefaz para a reforma tributĂĄria uniformizar a cobrança do ITCMD sobre os planos de previdĂȘncia. Os governadores optaram por dividir o ônus político com o Congresso.

A decisão final, contudo, caberĂĄ ao presidente da Câmara. Lira pretende discutir o relatório do PLP 108 com líderes das bancadas partidĂĄrias na tarde desta quarta, antes de divulgar o texto nesta quinta-feira (4). Depois, o relatório serĂĄ colocado em debate público por uma semana para corrigir eventuais pontos de tensão antes de votação em plenĂĄrio na próxima semana.



Fonte: Fonte:Folha Press

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